
O livro
Todas as Luzes Acesas
Por que nove em cada dez empresas não colhem resultado com inteligência artificial, e o que a minoria faz diferente
Otello Bertolozzi Neto · 79 páginas · 2026
O argumento
- Por vinte e cinco anos, em todo negócio cujo produto é informação, valeu uma regra que ninguém escreveu: crescer custava qualidade.
- Quem apontava isso nas reuniões — o engenheiro, o jornalista, o professor — foi chamado de resistente, e estava certo. Havia razão estrutural, e ela tem nome em economia.
- Esse pedágio parou de ser cobrado, e existe medição em ensaio controlado.
- Quase nenhuma empresa colheu o resultado, e a diferença entre as que colheram e as que não colheram não é técnica.
- O que ficou escasso não é capacidade de produzir. É decidir o que merece ser feito — e essa competência cobra um preço de quem a exerce.
A evidência
Toda cifra do livro vem de fonte primária, citada com autoria e data — inclusive a que joga contra a tese defendida, que está no corpo do texto e não em nota.
- Ensaio pré-registrado na Science com 453 profissionais: 40% menos tempo, 18% mais qualidade.
- Experimento de campo com 758 consultores da Boston Consulting Group: 40% mais qualidade dentro da fronteira da ferramenta, 23% menos fora dela.
- Levantamento do NBER com cerca de seis mil executivos em quatro países: 89% não viram mudança de produtividade.
- Implantação sorteada entre 1.559 juízes, em 118 comarcas: a mesma ferramenta, resultados opostos conforme o treinamento.
- E a evidência que joga contra: um estudo de 2026 no Annals of Internal Medicine em que a pessoa sozinha vence a ferramenta sozinha, nos cinco cenários.
O que ele não é
- Não ensina a usar ferramenta nenhuma.
- Não entrega método, framework nem lista de providências.
- Não usa dado de fornecedor, e explica por quê.
E ele declara, por escrito, qual observação futura provaria que está errado. Se você chegar ao fim sem saber como contestá-lo, ele foi mal escrito.
A relação com este site
O livro é a lente. Este site a aplica: até agora, 26 análises, cada uma partindo de uma fonte citada e testando a tese contra um caso concreto. Três vezes por semana.
Quem já lê as análises reconhece o argumento por trás delas — o livro é onde ele aparece inteiro, do começo ao fim, com o encadeamento que uma análise avulsa não comporta. Quem chega pelo livro encontra aqui o que aconteceu depois que ele fechou.